TEATRO LETHES, SÁBADO, DIA 5 DE MARÇO, 21H30, ENTRADA LIVRE
Carlos Natálio, 30 anos, nasceu em Lisboa e mora na Portela de Sacávem. É licenciado em cinema (Escola Superior de Teatro e Cinema) e também em Direito (Faculdade de Direito de Lisboa). Nos últimos anos, após a conclusão da licenciatura em cinema estagiou no Departamento de Programação da Cinemateca Portuguesa e foi bolseiro INOVART em Amesterdão onde desenvolveu junto da VISIONAT Media, uma produtora de cinema, as actividades de investigação e formação em novos métodos de distribuição cinematográfica numa lógica «do it yourself». De momento, frequenta o mestrado na Universidade Nova em Ciências da Comunicação - Ramo Cultura Contemporânea e Novos Media. Tem o blog Ordet desde 2009. Colaborou também como crítico de cinema para o site www.c7nema.net entre 2002 e 2009.
Chico, 36 anos, é natural e reside em Sobral de Monte Agraço. Técnico de Compras numa empresa de aviação. O seu blog My One Thousand Movies tem dois anos e meio e já disponibilizou mais de 2700 filmes. Teve vários blogs desde 2002, mas este é o que único que tem durado, em parte por causa do feedback. Tem neste momento outro, sobre um jogo de futebol online (sunday-league.blogspot.com).
Cristina Marti, 44 anos, nasceu e vive no Porto onde trabalha em artes gráficas (na tarefa técnica de preparar os trabalhos antes de irem para a gráfica). O blog Dias Felizes, que mantém com Rui Manuel Amaral, foi criado em finais de 2004. Antes disso participou num blogue colectivo chamado janela indiscreta que pertenceu à primeira ou segunda leva de blogues portugueses.
Ricardo Vieira Lisboa, 20 anos, de Lisboa, jovem universitário. O seu blog Breath Away tem três anos de existência e passou por várias fases, mas anda estável há quase um ano e meio, com uma média de 2 publicações por semana e algumas rubricas recorrentes que dão muito prazer ao autor.
Victor Afonso, 41 anos, natural do Sabugal, residente na Guarda. Professor de Educação Musical. Há dez anos que se dedica a tempo inteiro à Programação Cultural e coordena, há 5 anos, o Serviço Educativo do Teatro Municipal da Guarda. É músico (projecto Kubik) e foi jornalista freelancer em matéria de assuntos culturais durante 15 anos. É autor do blog O Homem Que Sabia Demasiado desde Novembro de 2007, dedicado a uma grande diversidade de temas culturais, com especial enfoque no cinema, música e literatura.
1 a 5 de Março de 2010 no Teatro Lethes (iniciativa TMF - Carta Branca a Anabela Moutinho)
Dia 1 21h30 Wendy & Lucy Kelly Reichardt, EUA, 2008, 80' escolha de Ricardo Vieira Lisboa
Dia 2 21h30 Luz Silenciosa Carlos Reygadas, México, 2007, 136' escolha de Carlos Natálio
Dia 3 21h30 Tetro Francis Ford Coppola, EUA, 2009, 127' escolha de Chico
Dia 4 21h30 Vem e Vê Elem Klimov, URSS, 1985, 145' escolha de Victor Afonso
Dia 5 14h30 História(s) do Cinema Jean-Luc Godard, França, 1998, 268' escolha de Cristina Marti
Dia 5 21h30 Mesa-Redonda com os 5 bloggers
Dia 1 21h30 Wendy & Lucy Kelly Reichardt, EUA, 2008, 80' escolha de Ricardo Vieira Lisboa
Dia 2 21h30 Luz Silenciosa Carlos Reygadas, México, 2007, 136' escolha de Carlos Natálio
Dia 3 21h30 Tetro Francis Ford Coppola, EUA, 2009, 127' escolha de Chico
Dia 4 21h30 Vem e Vê Elem Klimov, URSS, 1985, 145' escolha de Victor Afonso
Dia 5 14h30 História(s) do Cinema Jean-Luc Godard, França, 1998, 268' escolha de Cristina Marti
Dia 5 21h30 Mesa-Redonda com os 5 bloggers
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sábado, março 5
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quarta-feira, março 2
o blogger escreve sobre o filme que escolheu: TETRO
TEATRO LETHES, 5ªF, DIA 3 DE MARÇO, 21H30, 3€
Logo no início desta obra hipnotizante de Francis F. Coppola, um jovem no seu caminho para se encontrar com o excêntrico irmão mais velho, caminha por uma rua obscura, passando por um muro pintado com graffitis. O cenário é Buenos Aires, não Tulsa, e o resultado é grandioso.
É impossível não fugir à evocação de Rumble Fish, o outro filme de Coppola filmado a preto-e-branco desde que se tornou famoso, e um dos mais experimentais e ousados que ele dirigiu no âmbito do sistema dos estúdios de Hollywood - não pode ser uma coincidência. Tetro é, de certo modo, um primo temático e espiritual de Rumble Fish, e outro conto de um jovem que idolatra o irmão mais velho e anseia pelo seu contacto mais do que devia.
Tetro, baseia-se no primeiro argumento original de Coppola desde 1974, em "The Conversation", e é um trabalho ainda mais teatral e sonhador. Bennie, de 18 anos de idade (o extremamente talentoso Alden Ehrenreich), um empregado de mesa de um cruzeiro , chega à Argentina para procurar o seu irmão Angelo (Vincent Gallo), que fugiu de casa para escapar ao tratamento rigido do pai controlador (Klaus Maria Brandauer), e nunca mais voltou.
Angelo, que agora se auto-intitula Tetro (uma versão abreviada do sobrenome da família), não fica totalmente satisfeito ao ver o irmão mais novo . Vivendo no exílio com a sua paciente namorada (a maravilhosa Maribel Verdu), Tetro não quer ter nada a ver com a sua antiga personalidade. Um escritor fracassado com uma peça inacabada, e alguns segredos escondidos, preferindo agora manter o seu passado enterrado.
Youth Without Youth, o filme anterior de Coppola, tinha marcado o fim do seu retiro auto-imposto, e Tetro é quase uma nova vida para um dos maiores realizadores de todos os tempos, que neste negócio do cinema, já viu o Céu e o Inferno.
Chico
Chico, 36 anos, é natural e reside em Sobral de Monte Agraço. Técnico de Compras numa empresa de aviação. O seu blog My One Thousand Movies tem dois anos e meio e já disponibilizou mais de 2700 filmes. Teve vários blogs desde 2002, mas este é o que único que tem durado, em parte por causa do feedback. Tem neste momento outro, sobre um jogo de futebol online (sunday-league.blogspot.com).
FICHA TÉCNICA
Título original: Tetro
Título português: Tetro
Realização: Francis Ford Coppola
Argumento: Francis Ford Coppola
Direcção de Fotografia: Mihai Malaimare, Jr.
Montagem: Walter Murch
Música: Osvaldo Golijov
Interpretação: Vincent Gallo, Alden Ehrenreich, Maribel Verdú, Klaus Maria Brandauer, Carmen Maura, Rodrigo De La Serna, Leticia Bredice, Mike Amigorena, Sofía Castiglione, Érica Rivas
Origem: EUA/Itália/Espanha/Argentina
Ano de Estreia: 2009
Duração: 127’
Logo no início desta obra hipnotizante de Francis F. Coppola, um jovem no seu caminho para se encontrar com o excêntrico irmão mais velho, caminha por uma rua obscura, passando por um muro pintado com graffitis. O cenário é Buenos Aires, não Tulsa, e o resultado é grandioso.É impossível não fugir à evocação de Rumble Fish, o outro filme de Coppola filmado a preto-e-branco desde que se tornou famoso, e um dos mais experimentais e ousados que ele dirigiu no âmbito do sistema dos estúdios de Hollywood - não pode ser uma coincidência. Tetro é, de certo modo, um primo temático e espiritual de Rumble Fish, e outro conto de um jovem que idolatra o irmão mais velho e anseia pelo seu contacto mais do que devia.
Tetro, baseia-se no primeiro argumento original de Coppola desde 1974, em "The Conversation", e é um trabalho ainda mais teatral e sonhador. Bennie, de 18 anos de idade (o extremamente talentoso Alden Ehrenreich), um empregado de mesa de um cruzeiro , chega à Argentina para procurar o seu irmão Angelo (Vincent Gallo), que fugiu de casa para escapar ao tratamento rigido do pai controlador (Klaus Maria Brandauer), e nunca mais voltou.
Angelo, que agora se auto-intitula Tetro (uma versão abreviada do sobrenome da família), não fica totalmente satisfeito ao ver o irmão mais novo . Vivendo no exílio com a sua paciente namorada (a maravilhosa Maribel Verdu), Tetro não quer ter nada a ver com a sua antiga personalidade. Um escritor fracassado com uma peça inacabada, e alguns segredos escondidos, preferindo agora manter o seu passado enterrado.
Youth Without Youth, o filme anterior de Coppola, tinha marcado o fim do seu retiro auto-imposto, e Tetro é quase uma nova vida para um dos maiores realizadores de todos os tempos, que neste negócio do cinema, já viu o Céu e o Inferno.
Chico
Chico, 36 anos, é natural e reside em Sobral de Monte Agraço. Técnico de Compras numa empresa de aviação. O seu blog My One Thousand Movies tem dois anos e meio e já disponibilizou mais de 2700 filmes. Teve vários blogs desde 2002, mas este é o que único que tem durado, em parte por causa do feedback. Tem neste momento outro, sobre um jogo de futebol online (sunday-league.blogspot.com).
FICHA TÉCNICA
Título original: Tetro
Título português: Tetro
Realização: Francis Ford Coppola
Argumento: Francis Ford Coppola
Direcção de Fotografia: Mihai Malaimare, Jr.
Montagem: Walter Murch
Música: Osvaldo Golijov
Interpretação: Vincent Gallo, Alden Ehrenreich, Maribel Verdú, Klaus Maria Brandauer, Carmen Maura, Rodrigo De La Serna, Leticia Bredice, Mike Amigorena, Sofía Castiglione, Érica Rivas
Origem: EUA/Itália/Espanha/Argentina
Ano de Estreia: 2009
Duração: 127’
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domingo, fevereiro 27
post de 1 de 5 bloggers: Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Bloggers de Cinema (Mas Teve Medo de Perguntar)
(os filmes dele)
O Teatro Municipal de Faro no seu exercício de abertura à comunidade que o rodeia, decidiu abrir a outros olhares, a concepção da sua própria actividade – a programação artística – através do projecto “Carta Branca”.
Em 2011 optaram por dar carta branca a três profissionais da programação cultural da cidade de Faro – um por cada quadrimestre – para apresentar um projecto na programação do Teatro das Figuras ou do Teatro Lethes.
Anabela Moutinho, Presidente do Cineclube de Faro, inaugura este projecto e apresenta no Teatro Lethes um ciclo de cinema, onde se propõe revelar “Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Bloggers de Cinema [Mas Teve Medo de Perguntar]”.
De 1 a 5 de Março, o Teatro Lethes, será invadido por cinco bloggers de cinema e pelas suas escolhas de filmes, que (ler)
O Teatro Municipal de Faro no seu exercício de abertura à comunidade que o rodeia, decidiu abrir a outros olhares, a concepção da sua própria actividade – a programação artística – através do projecto “Carta Branca”.
Em 2011 optaram por dar carta branca a três profissionais da programação cultural da cidade de Faro – um por cada quadrimestre – para apresentar um projecto na programação do Teatro das Figuras ou do Teatro Lethes.
Anabela Moutinho, Presidente do Cineclube de Faro, inaugura este projecto e apresenta no Teatro Lethes um ciclo de cinema, onde se propõe revelar “Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Bloggers de Cinema [Mas Teve Medo de Perguntar]”.
De 1 a 5 de Março, o Teatro Lethes, será invadido por cinco bloggers de cinema e pelas suas escolhas de filmes, que (ler)
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sábado, fevereiro 26
post de 1 de 5 bloggers: Trouble Every Day (Trouble Every Day) 2001
(os filmes dele)
“Trouble Everyday” é sem dúvida nenhuma, um dos filmes franceses mais perturbadores dos últimos anos. Em França, parte da crítica considerou-o de monstruoso, estúpido e abominável. Parte. Muitos críticos e cinéfilos, no entanto, consideram Claire Denis uma das mais instigantes realizadoras da actualidade.
Este não é um filme fácil, muito pelo contrário, é bem difícil. Se for possível comparar este filme a algum outro, talvez esse outro seja “Crash" de Cronenberg. Denis já assumiu a ligação ao cineasta canadiano, mas a forma como ambos tratam o assunto é bastante diferente. Enquanto que “Crash” narra a satisfação sexual que um grupo de pessoas tinha em provocar e participar em acidente de automóveis, mesmo que, e sobretudo se, isso resultasse em fracturas, perfurações e outros choques pré-morte. “Trouble Every Day” fala do desejo extremo de duas personagens que literalmente comem os seus parceiros depois do sexo.
“Trouble Every Day” é cinema da maior qualidade, com muito sangue e pele. Cinema de (ler)
“Trouble Everyday” é sem dúvida nenhuma, um dos filmes franceses mais perturbadores dos últimos anos. Em França, parte da crítica considerou-o de monstruoso, estúpido e abominável. Parte. Muitos críticos e cinéfilos, no entanto, consideram Claire Denis uma das mais instigantes realizadoras da actualidade.
Este não é um filme fácil, muito pelo contrário, é bem difícil. Se for possível comparar este filme a algum outro, talvez esse outro seja “Crash" de Cronenberg. Denis já assumiu a ligação ao cineasta canadiano, mas a forma como ambos tratam o assunto é bastante diferente. Enquanto que “Crash” narra a satisfação sexual que um grupo de pessoas tinha em provocar e participar em acidente de automóveis, mesmo que, e sobretudo se, isso resultasse em fracturas, perfurações e outros choques pré-morte. “Trouble Every Day” fala do desejo extremo de duas personagens que literalmente comem os seus parceiros depois do sexo.
“Trouble Every Day” é cinema da maior qualidade, com muito sangue e pele. Cinema de (ler)
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sexta-feira, fevereiro 25
post de 1 de 5 bloggers: Calvário (Calvaire) 2004
(os filmes dele)
(...) Calvaire não é exactamente uma obra sobre a brutalidade: o calvário do título inclui violação masculina, crucificação, sexo com animais, afogamentos, e um assassinato a tiro, embora os close-ups de violência gratuita sejam evitados. Há uma linha surrealista, no entanto, na narrativa, com o realizador a recusar-se a explicar a existência desta comunidade enlouquecida e porquê Bartel e o seu sádico rival no amor, Orton (Philippe Nahon) estão convencidos de que Glória voltou na figura de Marc. Poderosas interpretações e uma fotografia marcante de Benoit Dobie são dois dos pontos fortes do filme.
Co-produção entre a Bélgica e a França, esta seria a primeira obra do jovem realizador belga, Fabrice Du Welz. Nota-se claramente a influência de filmes como Psycho, Deliverance, Straw Dogs e The Texas Chainsaw Massacre. (ler)
(...) Calvaire não é exactamente uma obra sobre a brutalidade: o calvário do título inclui violação masculina, crucificação, sexo com animais, afogamentos, e um assassinato a tiro, embora os close-ups de violência gratuita sejam evitados. Há uma linha surrealista, no entanto, na narrativa, com o realizador a recusar-se a explicar a existência desta comunidade enlouquecida e porquê Bartel e o seu sádico rival no amor, Orton (Philippe Nahon) estão convencidos de que Glória voltou na figura de Marc. Poderosas interpretações e uma fotografia marcante de Benoit Dobie são dois dos pontos fortes do filme.
Co-produção entre a Bélgica e a França, esta seria a primeira obra do jovem realizador belga, Fabrice Du Welz. Nota-se claramente a influência de filmes como Psycho, Deliverance, Straw Dogs e The Texas Chainsaw Massacre. (ler)
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quinta-feira, fevereiro 24
post de 1 de 5 bloggers: O Novo Cinema de Terror Francês
(os filmes dele)
Desta vez iremos debruçar-nos apenas no terror da década passada, e o sucesso desta filmografia recente está intimamente ligado a um movimento de que já falamos aqui: o Novo Cinema Extremista Francês.
Com o sucesso de "Haute Tension", de Alexandre Aja, estavam abertas as portas para que o cinema françês entrasse de rompante nos Estados Unidos, e a partir daí tivesse mais visibilidade pelo mundo fora. Muitos outros sucederam a "Haute Tension", entre os quais "Martyrs" que eu considero um dos melhores filmes de terror dos últimos anos.
Por vezes, coisas terríveis acontecem a pessoas normais. Essas pessoas não encontram vampiros, lobisomens, mágicos ou cientistas loucos. Eles encontram alguém que é apenas louco, e que muitas vezes acabam por matá-los. Esta é a premissa do novo cinema de terror francês, e os seus filmes não feitos a partir de (ler)
Desta vez iremos debruçar-nos apenas no terror da década passada, e o sucesso desta filmografia recente está intimamente ligado a um movimento de que já falamos aqui: o Novo Cinema Extremista Francês.
Com o sucesso de "Haute Tension", de Alexandre Aja, estavam abertas as portas para que o cinema françês entrasse de rompante nos Estados Unidos, e a partir daí tivesse mais visibilidade pelo mundo fora. Muitos outros sucederam a "Haute Tension", entre os quais "Martyrs" que eu considero um dos melhores filmes de terror dos últimos anos.
Por vezes, coisas terríveis acontecem a pessoas normais. Essas pessoas não encontram vampiros, lobisomens, mágicos ou cientistas loucos. Eles encontram alguém que é apenas louco, e que muitas vezes acabam por matá-los. Esta é a premissa do novo cinema de terror francês, e os seus filmes não feitos a partir de (ler)
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quarta-feira, fevereiro 23
post de 1 de 5 bloggers: A Invasão dos Violadores (Invasion of the Body Snatchers) 1978
(os filmes dele)
Quando esporos transparentes caem na terra e criam raízes em São Francisco, a cidade é transformada por espectaculares e exóticas flores. Mas, estas adoráveis plantas têm planos horrendos para os seus admiradores terrestres: lentamente clonarem os seus corpos - e destruírem posteriormente os originais!
Lembrado como um dos grandes clássicos da ficção científica no cinema, Invasion of the Body Snatchers (1956) de Don Siegel, foi um produto raro no cinema americano da altura. Mais ocupada com ficções sobre monstros do espaço e filmes juvenis em plena explosão do rock’n’roll, Invasion destacou-se pela sua seriedade e entrelinhas de leitura social (a perda da identidade individual na forçada integração social) e política (a América vivia em plena paranóia macarthista). A (ler)
Quando esporos transparentes caem na terra e criam raízes em São Francisco, a cidade é transformada por espectaculares e exóticas flores. Mas, estas adoráveis plantas têm planos horrendos para os seus admiradores terrestres: lentamente clonarem os seus corpos - e destruírem posteriormente os originais!
Lembrado como um dos grandes clássicos da ficção científica no cinema, Invasion of the Body Snatchers (1956) de Don Siegel, foi um produto raro no cinema americano da altura. Mais ocupada com ficções sobre monstros do espaço e filmes juvenis em plena explosão do rock’n’roll, Invasion destacou-se pela sua seriedade e entrelinhas de leitura social (a perda da identidade individual na forçada integração social) e política (a América vivia em plena paranóia macarthista). A (ler)
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terça-feira, fevereiro 22
post de 1 de 5 bloggers: O Planeta Selvagem (Le Planète Sauvage) 1973
(os filmes dele)
A animação tornou-se outra vez negócio no fim dos anos 80 e, desde então, é cada vez menos provável que apareça outra longa-metragem do género tão bizarra como o clássico francês underground de René Laloux, O Planeta Selvagem. Desenhado com agudos detalhes e cores quentes de pastel, o filme é precisamente o tipo de alegoria hippie - e expressão visual de uma trip - que muitos cineastas dos anos 60 produziram.
Adaptado de um romance de Stefan Wul, O Planeta Selvagem foi inspirado pela invasão da Checoslováquia pelos Russos em 1968. No planeta Ygam vive uma raça de gigantes seres aliennígenos chamados Traags. Esses Traags mantêm os (ler)
A animação tornou-se outra vez negócio no fim dos anos 80 e, desde então, é cada vez menos provável que apareça outra longa-metragem do género tão bizarra como o clássico francês underground de René Laloux, O Planeta Selvagem. Desenhado com agudos detalhes e cores quentes de pastel, o filme é precisamente o tipo de alegoria hippie - e expressão visual de uma trip - que muitos cineastas dos anos 60 produziram.
Adaptado de um romance de Stefan Wul, O Planeta Selvagem foi inspirado pela invasão da Checoslováquia pelos Russos em 1968. No planeta Ygam vive uma raça de gigantes seres aliennígenos chamados Traags. Esses Traags mantêm os (ler)
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segunda-feira, fevereiro 21
post de 1 de 5 bloggers: A Semente do Demónio (Demon Seed) 1977
(os filmes dele)
(...) Um dos melhores exemplos do sub-género mad-computer , Demon Seed é um pesadelo de ficção científica cheio de idéias luminosas. Julie Christie domina o filme como uma insuspeita mulher cuja casa foi totalmente automatizada pelo marido, génio da informática (Fritz Weaver). Ele, por sua vez, tinha acabado de terminar Proteus, o mais inteligente computador do mundo.
Uma das várias coisas interessantes sobre esta obra de Donald Cammell é que os sonhos de Proteus são realmente visionários e utópicos, ao contrário (ler)
(...) Um dos melhores exemplos do sub-género mad-computer , Demon Seed é um pesadelo de ficção científica cheio de idéias luminosas. Julie Christie domina o filme como uma insuspeita mulher cuja casa foi totalmente automatizada pelo marido, génio da informática (Fritz Weaver). Ele, por sua vez, tinha acabado de terminar Proteus, o mais inteligente computador do mundo.
Uma das várias coisas interessantes sobre esta obra de Donald Cammell é que os sonhos de Proteus são realmente visionários e utópicos, ao contrário (ler)
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domingo, fevereiro 20
post de 1 de 5 bloggers: Les Femmes (Les Femmes) 1969
(os filmes dele)
(...) Este seria mais um filme para passear a beleza de Bardot. Feito já na fase final da carreira da actriz, notava-se que ela queria deixar o mundo do cinema, e a sua indiferença era tanta que acabou por não ajudar nada ao filme. Diz-se que BB tinha problemas com o realizador Jean Aurel, e que fez o filme contrariada.
Bardot tinha apenas 34 anos nesta (ler)
(...) Este seria mais um filme para passear a beleza de Bardot. Feito já na fase final da carreira da actriz, notava-se que ela queria deixar o mundo do cinema, e a sua indiferença era tanta que acabou por não ajudar nada ao filme. Diz-se que BB tinha problemas com o realizador Jean Aurel, e que fez o filme contrariada.
Bardot tinha apenas 34 anos nesta (ler)
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sábado, fevereiro 19
post de 1 de 5 bloggers: O Homem do Fato Claro (The Man in the White Suit) 1951
(os filmes dele)
Narrado em flashback, é uma sátira da indústria inglesa, com uma visão irónica tanto do capitalismo como do trabalho, um tema mais ambicioso que o das outras comédias da Ealing. Alec Guinness, na altura o mais camaleão dos actores desta produtora, é Sidney Stratton, um jovem químico de uma indústria têxtil, cujo serviço mais importante é limpar os tubos de ensaio do laboratório, apesar de ser um óptimo aluno, em Cambridge. Trabalhando por conta própria, ele consegue criar uma fibra que não suja nem se desgasta. Quando os industriais percebem que isso pode destruir o seu negócio, juntam forças e tentam convencer o rapaz a assinar um documento renunciando aos seus direitos.
Guinness mantém uma certa (ler)
Narrado em flashback, é uma sátira da indústria inglesa, com uma visão irónica tanto do capitalismo como do trabalho, um tema mais ambicioso que o das outras comédias da Ealing. Alec Guinness, na altura o mais camaleão dos actores desta produtora, é Sidney Stratton, um jovem químico de uma indústria têxtil, cujo serviço mais importante é limpar os tubos de ensaio do laboratório, apesar de ser um óptimo aluno, em Cambridge. Trabalhando por conta própria, ele consegue criar uma fibra que não suja nem se desgasta. Quando os industriais percebem que isso pode destruir o seu negócio, juntam forças e tentam convencer o rapaz a assinar um documento renunciando aos seus direitos.
Guinness mantém uma certa (ler)
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sexta-feira, fevereiro 18
post de 1 de 5 bloggers: Amor Eterno (L'amour à Mort) 1984
(os filmes dele)
(...) Quando apresentou L’Amour à Mort no Festival de Veneza em 1984, Resnais traduziu o sentido do título como “o amor até à morte; o amor é mais forte do que a morte ou o amor é tão forte que não pode senão conduzir à morte”. O título português, Amor Eterno, perde riqueza: belíssimo e depurado, concentrado nas quatro personagens de dois casais em confronto com a lucidez e a paixão perante a experiência da morte, L’Amour à Mort é um filme que põe como premissas narrativas, por um lado, a hipótese de que a morte pode não ser irreversível, por outro, a de que é plausível morrer de amor.
Depois de O Meu Tio da (ler)
(...) Quando apresentou L’Amour à Mort no Festival de Veneza em 1984, Resnais traduziu o sentido do título como “o amor até à morte; o amor é mais forte do que a morte ou o amor é tão forte que não pode senão conduzir à morte”. O título português, Amor Eterno, perde riqueza: belíssimo e depurado, concentrado nas quatro personagens de dois casais em confronto com a lucidez e a paixão perante a experiência da morte, L’Amour à Mort é um filme que põe como premissas narrativas, por um lado, a hipótese de que a morte pode não ser irreversível, por outro, a de que é plausível morrer de amor.
Depois de O Meu Tio da (ler)
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quinta-feira, fevereiro 17
post de 1 de 5 bloggers: Vida Comum (Twin Falls Idaho) 1999
(os filmes dele)
(...) O cinema americano, decididamente, não desiste de nos surpreender. Tanto nos bombardeia com os mais desmemoriados «blockbusters» e boçais comédias adolescentes, como nos pousa no colo, em pézinhos de lã, maravilhas desconcertantes como "Twin Falls Idaho". Tema: o que é ser duas pessoas num mesmo corpo? Como é estar constantemente acompanhado por alguém e ao mesmo tempo viver no maior isolamento em relação aos outros? Invocar "Freaks", Lynch, Cronenberg e Burton para falar do filme dos irmãos Polish não é preciso, porque (ler)
(...) O cinema americano, decididamente, não desiste de nos surpreender. Tanto nos bombardeia com os mais desmemoriados «blockbusters» e boçais comédias adolescentes, como nos pousa no colo, em pézinhos de lã, maravilhas desconcertantes como "Twin Falls Idaho". Tema: o que é ser duas pessoas num mesmo corpo? Como é estar constantemente acompanhado por alguém e ao mesmo tempo viver no maior isolamento em relação aos outros? Invocar "Freaks", Lynch, Cronenberg e Burton para falar do filme dos irmãos Polish não é preciso, porque (ler)
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quarta-feira, fevereiro 16
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terça-feira, fevereiro 15
post de 1 de 5 bloggers: Tom Jones, Romântico e Aventureiro (Tom Jones) 1963
(os filmes dele)
(...) Dirigido por Tony Richardson e vencedor de cinco Óscars, incluindo o de melhor filme, esta é uma das principais obras do movimento que temos vindo a seguir, que renovou a produção cinematográfica inglesa do mesmo modo como fizeram os franceses no seu país com a Nouvelle Vague. Sem dúvida, um dos elementos que mais se destaca no filme é a montagem rápida e inventiva, a cargo de Anthony Gibbs, que acaba por conferir ao filme um interessante tom humorístico.
Foi com grande surpresa que este filme britânico ganhava (ler)
(...) Dirigido por Tony Richardson e vencedor de cinco Óscars, incluindo o de melhor filme, esta é uma das principais obras do movimento que temos vindo a seguir, que renovou a produção cinematográfica inglesa do mesmo modo como fizeram os franceses no seu país com a Nouvelle Vague. Sem dúvida, um dos elementos que mais se destaca no filme é a montagem rápida e inventiva, a cargo de Anthony Gibbs, que acaba por conferir ao filme um interessante tom humorístico.
Foi com grande surpresa que este filme britânico ganhava (ler)
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segunda-feira, fevereiro 14
Lições de Sedução (The Knack ...and How to Get It) 1965
(os filmes dele)
Comédia maravilhosa e única sobre o sexo. Lester filma a um ritmo adequado, com personagens inesquecíveis, uma técnica narrativa e um diálogo corajosos que fazem desta obra uma jóia inesquecível. Uma das melhores comédias europeias da década de 60.
Dirigido por Richard Lester o filme ganhou a Palma de Ouro do festival de Cannes. Interpretado por (ler)
Comédia maravilhosa e única sobre o sexo. Lester filma a um ritmo adequado, com personagens inesquecíveis, uma técnica narrativa e um diálogo corajosos que fazem desta obra uma jóia inesquecível. Uma das melhores comédias europeias da década de 60.
Dirigido por Richard Lester o filme ganhou a Palma de Ouro do festival de Cannes. Interpretado por (ler)
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domingo, fevereiro 13
O Criado (The Servant) 1963
(os filmes dele)
Expatriado americano no Reino Unido, Joseph Losey sempre trouxe um olhar frio e desencantado ao avaliar os costumes do seu país de adopção. Mas em O Criado, a primeira das suas três colaborações com Harold Pinter, a persistência do seu olhar ainda se tornou mais permanentemente nítida. O guião de Pinter, típicamente elíptico e (ler)
Expatriado americano no Reino Unido, Joseph Losey sempre trouxe um olhar frio e desencantado ao avaliar os costumes do seu país de adopção. Mas em O Criado, a primeira das suas três colaborações com Harold Pinter, a persistência do seu olhar ainda se tornou mais permanentemente nítida. O guião de Pinter, típicamente elíptico e (ler)
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sábado, fevereiro 12
Darling (Darling) 1965
(os filmes dele)
(...)Julie Christie estava no auge da sua beleza em 1965, e mais do que apenas um rosto bonito, ela também tem uma presença em cena bastante firme, o que explica por que ela não só sobreviveu ao desprezo arrogante do público para a sua personagem, como também a levou a ganhar o Óscar de Melhor Actriz.
Os cínicos poderiam sugerir que a abordagem de Schlesinger, repleta de experiências da New Wave, é (ler)
(...)Julie Christie estava no auge da sua beleza em 1965, e mais do que apenas um rosto bonito, ela também tem uma presença em cena bastante firme, o que explica por que ela não só sobreviveu ao desprezo arrogante do público para a sua personagem, como também a levou a ganhar o Óscar de Melhor Actriz.
Os cínicos poderiam sugerir que a abordagem de Schlesinger, repleta de experiências da New Wave, é (ler)
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sexta-feira, fevereiro 11
Girl with Green Eyes (Girl with Green Eyes) 1964
(os filmes dele)
(...) Uma impressionante estreia do realizador Desmond Davis, com uma grande interpretação da jovem Rita Tushingham, a Jo de A Taste of Honey. Desmond Davis tinha trabalhado sempre próximo de Tony Richardson, como operador de câmera, e decidiu tentar a sua sorte na realização. Para seu primeiro trabalho, ele (ler)
(...) Uma impressionante estreia do realizador Desmond Davis, com uma grande interpretação da jovem Rita Tushingham, a Jo de A Taste of Honey. Desmond Davis tinha trabalhado sempre próximo de Tony Richardson, como operador de câmera, e decidiu tentar a sua sorte na realização. Para seu primeiro trabalho, ele (ler)
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quinta-feira, fevereiro 10
A Solidão do Corredor de Longa Distância (The Loneliness of the Long Distance Runner) 1962
(os filmes dele)
(...) Tony Richardson faz bastante uso do flashback, especialmente quando Colin está a correr sozinho na floresta. Richardson e Silltoe(o argumentista) simpatizam bastante com a personagem de Courtney, e não com o governador, cuja ânsia de ganhar a taça superou o senso comum. Courtenay, que era alguns anos mais velho do o que seu personagem adolescente, é (ler)
(...) Tony Richardson faz bastante uso do flashback, especialmente quando Colin está a correr sozinho na floresta. Richardson e Silltoe(o argumentista) simpatizam bastante com a personagem de Courtney, e não com o governador, cuja ânsia de ganhar a taça superou o senso comum. Courtenay, que era alguns anos mais velho do o que seu personagem adolescente, é (ler)
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