TEATRO LETHES, SÁBADO, DIA 5 DE MARÇO, 21H30, ENTRADA LIVRE
Carlos Natálio, 30 anos, nasceu em Lisboa e mora na Portela de Sacávem. É licenciado em cinema (Escola Superior de Teatro e Cinema) e também em Direito (Faculdade de Direito de Lisboa). Nos últimos anos, após a conclusão da licenciatura em cinema estagiou no Departamento de Programação da Cinemateca Portuguesa e foi bolseiro INOVART em Amesterdão onde desenvolveu junto da VISIONAT Media, uma produtora de cinema, as actividades de investigação e formação em novos métodos de distribuição cinematográfica numa lógica «do it yourself». De momento, frequenta o mestrado na Universidade Nova em Ciências da Comunicação - Ramo Cultura Contemporânea e Novos Media. Tem o blog Ordet desde 2009. Colaborou também como crítico de cinema para o site www.c7nema.net entre 2002 e 2009.
Chico, 36 anos, é natural e reside em Sobral de Monte Agraço. Técnico de Compras numa empresa de aviação. O seu blog My One Thousand Movies tem dois anos e meio e já disponibilizou mais de 2700 filmes. Teve vários blogs desde 2002, mas este é o que único que tem durado, em parte por causa do feedback. Tem neste momento outro, sobre um jogo de futebol online (sunday-league.blogspot.com).
Cristina Marti, 44 anos, nasceu e vive no Porto onde trabalha em artes gráficas (na tarefa técnica de preparar os trabalhos antes de irem para a gráfica). O blog Dias Felizes, que mantém com Rui Manuel Amaral, foi criado em finais de 2004. Antes disso participou num blogue colectivo chamado janela indiscreta que pertenceu à primeira ou segunda leva de blogues portugueses.
Ricardo Vieira Lisboa, 20 anos, de Lisboa, jovem universitário. O seu blog Breath Away tem três anos de existência e passou por várias fases, mas anda estável há quase um ano e meio, com uma média de 2 publicações por semana e algumas rubricas recorrentes que dão muito prazer ao autor.
Victor Afonso, 41 anos, natural do Sabugal, residente na Guarda. Professor de Educação Musical. Há dez anos que se dedica a tempo inteiro à Programação Cultural e coordena, há 5 anos, o Serviço Educativo do Teatro Municipal da Guarda. É músico (projecto Kubik) e foi jornalista freelancer em matéria de assuntos culturais durante 15 anos. É autor do blog O Homem Que Sabia Demasiado desde Novembro de 2007, dedicado a uma grande diversidade de temas culturais, com especial enfoque no cinema, música e literatura.
1 a 5 de Março de 2010 no Teatro Lethes (iniciativa TMF - Carta Branca a Anabela Moutinho)
Dia 1 21h30 Wendy & Lucy Kelly Reichardt, EUA, 2008, 80' escolha de Ricardo Vieira Lisboa
Dia 2 21h30 Luz Silenciosa Carlos Reygadas, México, 2007, 136' escolha de Carlos Natálio
Dia 3 21h30 Tetro Francis Ford Coppola, EUA, 2009, 127' escolha de Chico
Dia 4 21h30 Vem e Vê Elem Klimov, URSS, 1985, 145' escolha de Victor Afonso
Dia 5 14h30 História(s) do Cinema Jean-Luc Godard, França, 1998, 268' escolha de Cristina Marti
Dia 5 21h30 Mesa-Redonda com os 5 bloggers
Dia 1 21h30 Wendy & Lucy Kelly Reichardt, EUA, 2008, 80' escolha de Ricardo Vieira Lisboa
Dia 2 21h30 Luz Silenciosa Carlos Reygadas, México, 2007, 136' escolha de Carlos Natálio
Dia 3 21h30 Tetro Francis Ford Coppola, EUA, 2009, 127' escolha de Chico
Dia 4 21h30 Vem e Vê Elem Klimov, URSS, 1985, 145' escolha de Victor Afonso
Dia 5 14h30 História(s) do Cinema Jean-Luc Godard, França, 1998, 268' escolha de Cristina Marti
Dia 5 21h30 Mesa-Redonda com os 5 bloggers
Mostrar mensagens com a etiqueta dias felizes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dias felizes. Mostrar todas as mensagens
sábado, março 5
mesa-redonda com os 5 bloggers
Marcadores:
breath away,
dias felizes,
my one thousand movies,
o homem que sabia demasiado,
ordet
sexta-feira, março 4
post de 1 de 5 bloggers: Um mundo de acordo com os nossos desejos
post de 1 de 5 bloggers: histoire(s) du cinéma #17
(da senhora que me deu a ideia deste blog)
JLG En faisant lire ce poème, il y a beaucoup de réflexions qui me sont venues, qui existaient peut-être chez d'autres, mais qui pour moi sont venues tout à coup. J'ai compris que Baudelaire, en fait, au moment où il écrivait ce poème ce n'était pas par hasard et que ça décrivait le cinéma... Même finalement au niveau du texte... Un moment il dit «passer sur nos esprits tendus comme une toile, vos souvenirs avec le cadre d'horizon», mais oui, c'est l'écran du cinéma aussi, il ne l'avait jamais vu, mais il l'avait prévu si l'on peut dire. C'est pourquoi j'ai fait redire ce poème à Michel Piccoli, lorsqu'on a réalisé avec A.M. Miéville 2 X 50 ans de cinéma français, quand Piccoli, qui est le chef de la commémoration, découvre tout à coup que Baudelaire en réalité annonçait le cinéma. Ou que (ler)
JLG En faisant lire ce poème, il y a beaucoup de réflexions qui me sont venues, qui existaient peut-être chez d'autres, mais qui pour moi sont venues tout à coup. J'ai compris que Baudelaire, en fait, au moment où il écrivait ce poème ce n'était pas par hasard et que ça décrivait le cinéma... Même finalement au niveau du texte... Un moment il dit «passer sur nos esprits tendus comme une toile, vos souvenirs avec le cadre d'horizon», mais oui, c'est l'écran du cinéma aussi, il ne l'avait jamais vu, mais il l'avait prévu si l'on peut dire. C'est pourquoi j'ai fait redire ce poème à Michel Piccoli, lorsqu'on a réalisé avec A.M. Miéville 2 X 50 ans de cinéma français, quand Piccoli, qui est le chef de la commémoration, découvre tout à coup que Baudelaire en réalité annonçait le cinéma. Ou que (ler)
a blogger escreve sobre o filme que escolheu: HISTÓRIA(S) DO CINEMA
TEATRO LETHES, SÁBADO, DIA 5 DE MARÇO, 14H30, 3€
UM MUNDO DE ACORDO COM OS NOSSOS DESEJOS
Talvez se possa afirmar que as conferências-projecções-viagens de Montreal, realizadas em finais dos anos setenta, foram a causa mais próxima de História(s) do cinema: construir uma história a partir do interior do cinema, com as suas próprias imagens, umas depois das outras; obrigar o cinema a agir, a marcar o seu território, mesmo numa altura em que o perdia ou já o perdera.
Mas se o projecto pode ser ancorado aí, o método operativo vem de trás. Desde sempre, como nenhum outro, Godard incorporou nos seus filmes a matéria cinematográfica. O desprezo (1963), por exemplo, não é apenas a história de Paul e Camille, não é apenas um documentário sobre o corpo de Brigitte Bardot, é também a impossibilidade de Fritz Lang filmar A odisseia — o fim de uma época.
Há mil e um caminhos para entrar nas História(s) do cinema de Jean-Luc Godard. E isto não é uma maneira de dizer, é uma imagem. Ora aí está: o objecto primeiro, ou então, corrija-se a ordem, o objecto último, uma criação pura do espírito. “São Paulo dizia ‘a imagem virá no tempo da Ressureição’. E então veio Roma, cidade aberta.” Godard
O tom é poético — uma elegia dir-se-ia, o elogio —, mas a construção é arquitectónica. Imaginemos, seguindo as suas palavras, que Godard ergue as paredes de uma casa: quatro paredes, quatro capítulos duplos, quatro materiais (imagens, palavras, música e ruídos).
Uma casa labiríntica, cheia de quartos abandonados, corredores sombrios, passagens secretas (cada imagem guarda em si uma força formidável mas “uma imagem nunca está sozinha”, diz Godard). Entre livros e filmes, entre a máquina de escrever e a mesa de montagem, dentro da memória (do mundo, do cinema, de si próprio), Godard pratica esse sentido especial de aproximação e do acordo: aproximar as coisas que nunca foram aproximadas e não pareciam predispostas a sê-lo.
Quando juntamos uma imagem a outra imagem a um som ou a uma palavra qualquer coisa acontece: reconstituimos a memória de algo que nunca existiu (fazer uma descrição precisa daquilo que não aconteceu é o trabalho do historiador), criamos uma linha de pensamento inesperada (um pensamento que forma uma forma que pensa).
Um olhar que não analisa nem explica, que recompõe. A história, as histórias com um “s”, todas as histórias que existissem, que existirem ou que existissem? Que existiram. O cinema como projecção de todas as histórias que existiram. É um plano diabólico? Sim, maravilhosamente diabólico. Facilis descensus averno.
Cristina Marti
Cristina Marti, 44 anos, nasceu e vive no Porto onde trabalha em artes gráficas (na tarefa técnica de preparar os trabalhos antes de irem para a gráfica). O blog Dias Felizes, que mantém com Rui Manuel Amaral, foi criado em finais de 2004. Antes disso participou num blogue colectivo chamado janela indiscreta que pertenceu à primeira ou segunda leva de blogues portugueses.
FICHA TÉCNICA
Título original: Histoire(s) du Cinéma
Título português: História(s) do Cinema
Realização: Jean-Luc Godard
Todas as histórias, 1988, 51’
Uma história só, 1989, 42’
Só o cinema, 1997, 27’
Fatal beleza, 1997, 29’
A moeda do absoluto, 1998, 27’
Uma vaga nova, 1998, 27’
O controlo do universo, 1998, 28’
Os signos entre nós,1998, 37’
Origem: França
Anos: entre 1988 e 1998
Duração total: 268’
UM MUNDO DE ACORDO COM OS NOSSOS DESEJOSTalvez se possa afirmar que as conferências-projecções-viagens de Montreal, realizadas em finais dos anos setenta, foram a causa mais próxima de História(s) do cinema: construir uma história a partir do interior do cinema, com as suas próprias imagens, umas depois das outras; obrigar o cinema a agir, a marcar o seu território, mesmo numa altura em que o perdia ou já o perdera.
Mas se o projecto pode ser ancorado aí, o método operativo vem de trás. Desde sempre, como nenhum outro, Godard incorporou nos seus filmes a matéria cinematográfica. O desprezo (1963), por exemplo, não é apenas a história de Paul e Camille, não é apenas um documentário sobre o corpo de Brigitte Bardot, é também a impossibilidade de Fritz Lang filmar A odisseia — o fim de uma época.
Há mil e um caminhos para entrar nas História(s) do cinema de Jean-Luc Godard. E isto não é uma maneira de dizer, é uma imagem. Ora aí está: o objecto primeiro, ou então, corrija-se a ordem, o objecto último, uma criação pura do espírito. “São Paulo dizia ‘a imagem virá no tempo da Ressureição’. E então veio Roma, cidade aberta.” Godard
O tom é poético — uma elegia dir-se-ia, o elogio —, mas a construção é arquitectónica. Imaginemos, seguindo as suas palavras, que Godard ergue as paredes de uma casa: quatro paredes, quatro capítulos duplos, quatro materiais (imagens, palavras, música e ruídos).
Uma casa labiríntica, cheia de quartos abandonados, corredores sombrios, passagens secretas (cada imagem guarda em si uma força formidável mas “uma imagem nunca está sozinha”, diz Godard). Entre livros e filmes, entre a máquina de escrever e a mesa de montagem, dentro da memória (do mundo, do cinema, de si próprio), Godard pratica esse sentido especial de aproximação e do acordo: aproximar as coisas que nunca foram aproximadas e não pareciam predispostas a sê-lo.
Quando juntamos uma imagem a outra imagem a um som ou a uma palavra qualquer coisa acontece: reconstituimos a memória de algo que nunca existiu (fazer uma descrição precisa daquilo que não aconteceu é o trabalho do historiador), criamos uma linha de pensamento inesperada (um pensamento que forma uma forma que pensa).
Um olhar que não analisa nem explica, que recompõe. A história, as histórias com um “s”, todas as histórias que existissem, que existirem ou que existissem? Que existiram. O cinema como projecção de todas as histórias que existiram. É um plano diabólico? Sim, maravilhosamente diabólico. Facilis descensus averno.
Cristina Marti
Cristina Marti, 44 anos, nasceu e vive no Porto onde trabalha em artes gráficas (na tarefa técnica de preparar os trabalhos antes de irem para a gráfica). O blog Dias Felizes, que mantém com Rui Manuel Amaral, foi criado em finais de 2004. Antes disso participou num blogue colectivo chamado janela indiscreta que pertenceu à primeira ou segunda leva de blogues portugueses.
FICHA TÉCNICA
Título original: Histoire(s) du Cinéma
Título português: História(s) do Cinema
Realização: Jean-Luc Godard
Todas as histórias, 1988, 51’
Uma história só, 1989, 42’
Só o cinema, 1997, 27’
Fatal beleza, 1997, 29’
A moeda do absoluto, 1998, 27’
Uma vaga nova, 1998, 27’
O controlo do universo, 1998, 28’
Os signos entre nós,1998, 37’
Origem: França
Anos: entre 1988 e 1998
Duração total: 268’
quinta-feira, março 3
post de 1 de 5 bloggers: histoire(s) du cinéma #16
(da senhora que me deu a ideia deste blog)

JLG (...) pour le dire simplement je n'ai pas un discours de savoir encyclopédique qui résumerait en disant j'ai voulu faire ceci ou j'ai fait cela. Pas du tout... C'est huit films réunis en un seul, les deux ensemble. C'est venu comme cela. Mais c'est huit chapitres d'un film qui pourrait en comporter des centaines de plus et surtout des annexes, comme des notes en bas de page qui sont souvent plus intéressantes à lire que le texte lui-même... C'est un grand livre, avec huit chapitres principaux, et cette disposition n'a pas bougé en dix ans. C'était une espèce de lumignon pour éclairer, dire on va dans cette direction, «Fatale Beauté» ce n'est pas disons «Le Contrôle de l'univers»... Pourquoi huit, ou plutôt quatre, avec des A et des B, parce qu'il y a quatre murs dans une maison, des trucs aussi naïfs.
YI Les coupes transversales ou verticales que vous avez faites pour constituer cet (ler)

JLG (...) pour le dire simplement je n'ai pas un discours de savoir encyclopédique qui résumerait en disant j'ai voulu faire ceci ou j'ai fait cela. Pas du tout... C'est huit films réunis en un seul, les deux ensemble. C'est venu comme cela. Mais c'est huit chapitres d'un film qui pourrait en comporter des centaines de plus et surtout des annexes, comme des notes en bas de page qui sont souvent plus intéressantes à lire que le texte lui-même... C'est un grand livre, avec huit chapitres principaux, et cette disposition n'a pas bougé en dix ans. C'était une espèce de lumignon pour éclairer, dire on va dans cette direction, «Fatale Beauté» ce n'est pas disons «Le Contrôle de l'univers»... Pourquoi huit, ou plutôt quatre, avec des A et des B, parce qu'il y a quatre murs dans une maison, des trucs aussi naïfs.
YI Les coupes transversales ou verticales que vous avez faites pour constituer cet (ler)
segunda-feira, fevereiro 28
post de 1 de 5 bloggers: histoire(s) du cinéma #15
(da senhora que me deu a ideia deste blog)
Os livros de filosofia e as obras de arte (...) têm em comum a resistência, a resistência à morte, à servidão, ao intolerável, à vergonha, ao presente. Deleuze, Guattari, "O que é a filosofia"
4B oui, c'est de notre temps que je suis l'ennemi fuyant; oui, le totalitarisme du présent... cette tyrannie sans visage qui les efface tous au profit exclusif de l’organisation systématique du temps unifié de l’instant... je tente de m’y opposer, parce que (ler)
Os livros de filosofia e as obras de arte (...) têm em comum a resistência, a resistência à morte, à servidão, ao intolerável, à vergonha, ao presente. Deleuze, Guattari, "O que é a filosofia"
4B oui, c'est de notre temps que je suis l'ennemi fuyant; oui, le totalitarisme du présent... cette tyrannie sans visage qui les efface tous au profit exclusif de l’organisation systématique du temps unifié de l’instant... je tente de m’y opposer, parce que (ler)
domingo, fevereiro 27
post de 1 de 5 bloggers: Rectificar as denominações
(da senhora que me deu a ideia deste blog)
Confúcio dizia muitas vezes que, se alguma vez um soberano quisesse recorrer aos seus serviços, num ano faria muitas coisas, e em três anos atingiria os seus objectivos. Um dia, um dos seus discípulos disse-lhe: Suponha que um soberano lhe confiava um território que pudesse governar à sua maneira: qual seria a sua primeira iniciativa?" "A primeira de todas as minhas tarefas", respondeu Confúcio, "seria sem dúvida rectificar as denominações." O discípulo ficou desconcertado: "Rectificar as denominações? E seria essa a sua prioridade? Está a falar a sério" (ler)
Confúcio dizia muitas vezes que, se alguma vez um soberano quisesse recorrer aos seus serviços, num ano faria muitas coisas, e em três anos atingiria os seus objectivos. Um dia, um dos seus discípulos disse-lhe: Suponha que um soberano lhe confiava um território que pudesse governar à sua maneira: qual seria a sua primeira iniciativa?" "A primeira de todas as minhas tarefas", respondeu Confúcio, "seria sem dúvida rectificar as denominações." O discípulo ficou desconcertado: "Rectificar as denominações? E seria essa a sua prioridade? Está a falar a sério" (ler)
sábado, fevereiro 26
post de 1 de 5 bloggers
(da senhora que me deu a ideia deste blog)

Encontros, de Pierre-Marie Goulet, será apresentado amanhã às 19h15, no pequeno auditório do Rivoli, no âmbito da homenagem a Paulo Trancoso pelo Festival Internacional de Cinema do Porto.
1957. Um grupo de camponeses e camponesas da aldeia de Peroguarda, no Alentejo, vai cantar ao Porto. O poeta António Reis, futuro realizador de Trás-os-Montes e Ana, ouve esses cantos em companhia de jovens amigos. Conquistado, António Reis, toma o caminho de Peroguarda, 700 km ao Sul, montado na sua motoreta com um gravador debaixo do braço. No seu encalço, outros jovens do Porto irão ao Alentejo ao longo dos anos seguintes. (...) Entre eles, Luís Ferreira Alves, Alexandre Alves Costa, José Mário Branco.
1959. Michel Giacometti, o corso que salvou a música tradicional portuguesa,começa uma pesquisa de 30 anos durante a qual recolherá a memória da cultura popular. Não tarda a (ler)

Encontros, de Pierre-Marie Goulet, será apresentado amanhã às 19h15, no pequeno auditório do Rivoli, no âmbito da homenagem a Paulo Trancoso pelo Festival Internacional de Cinema do Porto.
1957. Um grupo de camponeses e camponesas da aldeia de Peroguarda, no Alentejo, vai cantar ao Porto. O poeta António Reis, futuro realizador de Trás-os-Montes e Ana, ouve esses cantos em companhia de jovens amigos. Conquistado, António Reis, toma o caminho de Peroguarda, 700 km ao Sul, montado na sua motoreta com um gravador debaixo do braço. No seu encalço, outros jovens do Porto irão ao Alentejo ao longo dos anos seguintes. (...) Entre eles, Luís Ferreira Alves, Alexandre Alves Costa, José Mário Branco.
1959. Michel Giacometti, o corso que salvou a música tradicional portuguesa,começa uma pesquisa de 30 anos durante a qual recolherá a memória da cultura popular. Não tarda a (ler)
sexta-feira, fevereiro 25
post de 1 de 5 bloggers
(da senhora que me deu a ideia deste blog)
One of the lessons of Godard: everything is there for us to pick up and use when it is useful.
One of the lessons of Godard: everything is there for us to pick up and use when it is useful.
quinta-feira, fevereiro 24
post de 1 de 5 bloggers
quarta-feira, fevereiro 23
post de 1 de 5 bloggers
(da senhora que me deu a ideia deste blog)
Toda a poesia é evidentemente intraduzível por natureza, mas no caso da poesia chinesa essa impossibilidade é ainda reforçada por um mal-entendido. Aqui, com efeito, a tradução funciona como um crivo perverso que só salvasse o folhelho para eliminar o grão: aquilo que o tradutor propõe à admiração do leitor é precisamente a parte menos admirável do poema, ou seja, o seu argumento (geralmente banal) e as suas imagens (tiradas, nove em cada dez vezes, de um repertório convencional, desprovido de toda a originalidade). A (ler)
Toda a poesia é evidentemente intraduzível por natureza, mas no caso da poesia chinesa essa impossibilidade é ainda reforçada por um mal-entendido. Aqui, com efeito, a tradução funciona como um crivo perverso que só salvasse o folhelho para eliminar o grão: aquilo que o tradutor propõe à admiração do leitor é precisamente a parte menos admirável do poema, ou seja, o seu argumento (geralmente banal) e as suas imagens (tiradas, nove em cada dez vezes, de um repertório convencional, desprovido de toda a originalidade). A (ler)
terça-feira, fevereiro 22
post de 1 de 5 bloggers: histoire(s) du cinéma #13
(da senhora que me deu a ideia deste blog)

Toutes les femmes de Manet ont l'air de dire: "je sais à quoi tu penses".

Toutes les femmes de Manet ont l'air de dire: "je sais à quoi tu penses".
segunda-feira, fevereiro 21
post de 1 de 5 bloggers
(da senhora que me deu a ideia deste blog)
— O cavalo-marinho nada como um pauzinho. (Asa, no início do filme, a tentar impressionar Tulpan.)
— O cavalo-marinho nada como um pauzinho. (Asa, no início do filme, a tentar impressionar Tulpan.)
sábado, fevereiro 19
post de 1 de 5 bloggers
(da senhora que me deu a ideia deste blog)
Que decepção, a homenagem do fantasporto a Jean Renoir resume-se a três filmes, dois dos quais no pequeno auditório do Rivoli. Pelo caminho das intenções, e apesar da colaboração da Embaixada de França, perderam-se sete filmes e a palavra homenagem deu um grande tombo.
Que decepção, a homenagem do fantasporto a Jean Renoir resume-se a três filmes, dois dos quais no pequeno auditório do Rivoli. Pelo caminho das intenções, e apesar da colaboração da Embaixada de França, perderam-se sete filmes e a palavra homenagem deu um grande tombo.
sexta-feira, fevereiro 18
post de 1 de 5 bloggers: histoire(s) du cinéma #12
(da senhora que me deu a ideia deste blog)
— Em França há uma expressão. Diz-se: "amar alguém cegamente..." que significa amar sem fazer perguntas. E em "História(s) do Cinema" eu disse que nós, da nouvelle vague, amávamos o cinema antes o conhecer. Porque os filmes de que falávamos não podiam ser vistos. Não eram distribuídos. Godard-aveugle
— Em França há uma expressão. Diz-se: "amar alguém cegamente..." que significa amar sem fazer perguntas. E em "História(s) do Cinema" eu disse que nós, da nouvelle vague, amávamos o cinema antes o conhecer. Porque os filmes de que falávamos não podiam ser vistos. Não eram distribuídos. Godard-aveugle
segunda-feira, fevereiro 14
histoire(s) du cinéma #11
sábado, fevereiro 12
(da senhora que me deu a ideia deste blog)
Já no seu tempo foram postos de lado (porque o seu ponto de vista abarca o que existe desde sempre e se prolonga?) e o que mais me entristece é que ainda hoje os filmes de António Reis e Margarida Cordeiro são vistos apenas por meia dúzia de pessoas, disponíveis, é certo, mas (ler)
Já no seu tempo foram postos de lado (porque o seu ponto de vista abarca o que existe desde sempre e se prolonga?) e o que mais me entristece é que ainda hoje os filmes de António Reis e Margarida Cordeiro são vistos apenas por meia dúzia de pessoas, disponíveis, é certo, mas (ler)
quinta-feira, fevereiro 10
A Mesopotâmia, minha querida
(da senhora que me deu a ideia deste blog)
Aposto que a minha avó havia de gostar de Ana. Ela não se ia pôr à procura de significados ou semelhanças (as imagens de Josefa de Óbidos?); compreenderia tudo de uma só vez, o filme por inteiro, sem esforço, sem destruir nada, beneficiando dessa relação secreta que nasce das coisas afins. Compreenderia a fruta espalhada pela (ler)
Aposto que a minha avó havia de gostar de Ana. Ela não se ia pôr à procura de significados ou semelhanças (as imagens de Josefa de Óbidos?); compreenderia tudo de uma só vez, o filme por inteiro, sem esforço, sem destruir nada, beneficiando dessa relação secreta que nasce das coisas afins. Compreenderia a fruta espalhada pela (ler)
terça-feira, fevereiro 8
histoire(s) du cinéma #10
(da senhora que me deu a ideia deste blog)
Tu es face à une page, une page blanche, une plage blanche... mais il n’y a pas la mer et tu, peut-être, peux inventer les vagues, tu inventes une vague... C’est un murmure, c’est une vague... Tu as une idée que n’est que vague, mais c’est déjà un mouvement. Jean-Luc Godard, Scénario du film Passion
Tu es face à une page, une page blanche, une plage blanche... mais il n’y a pas la mer et tu, peut-être, peux inventer les vagues, tu inventes une vague... C’est un murmure, c’est une vague... Tu as une idée que n’est que vague, mais c’est déjà un mouvement. Jean-Luc Godard, Scénario du film Passion
domingo, fevereiro 6
Numéro Zéro
(da senhora que me deu a ideia deste blog)
(...) Conta-nos Eustache que Odette Robert hesitou em ser filmada, em voltar a contar diante da câmara o que já lhe contara, argumentando que "não eram coisas bonitas". Não sentimos nunca em Odette Robert uma vontade de assumir poses de actriz, de dominar a conversa, buscar efeitos, agir de modo cabotino. Embora a ideia possa parecer paradoxal, devido (ler)
(...) Conta-nos Eustache que Odette Robert hesitou em ser filmada, em voltar a contar diante da câmara o que já lhe contara, argumentando que "não eram coisas bonitas". Não sentimos nunca em Odette Robert uma vontade de assumir poses de actriz, de dominar a conversa, buscar efeitos, agir de modo cabotino. Embora a ideia possa parecer paradoxal, devido (ler)
Subscrever:
Mensagens (Atom)

