1 a 5 de Março de 2010 no Teatro Lethes (iniciativa TMF - Carta Branca a Anabela Moutinho)

Dia 1 21h30 Wendy & Lucy Kelly Reichardt, EUA, 2008, 80' escolha de Ricardo Vieira Lisboa

Dia 2 21h30 Luz Silenciosa Carlos Reygadas, México, 2007, 136' escolha de Carlos Natálio

Dia 3 21h30 Tetro Francis Ford Coppola, EUA, 2009, 127' escolha de Chico

Dia 4 21h30 Vem e Vê Elem Klimov, URSS, 1985, 145' escolha de Victor Afonso

Dia 5 14h30 História(s) do Cinema Jean-Luc Godard, França, 1998, 268' escolha de Cristina Marti

Dia 5 21h30 Mesa-Redonda com os 5 bloggers

sábado, fevereiro 12

Posters do Ano - I

(de ficar sem fôlego)


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Clássicos do Cinema em BD para Pessoas com Pressa #9

(de um homem que sabe muito)


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(da senhora que me deu a ideia deste blog)

Já no seu tempo foram postos de lado (porque o seu ponto de vista abarca o que existe desde sempre e se prolonga?) e o que mais me entristece é que ainda hoje os filmes de António Reis e Margarida Cordeiro são vistos apenas por meia dúzia de pessoas, disponíveis, é certo, mas (ler)

Darling (Darling) 1965

(os filmes dele)


(...)Julie Christie estava no auge da sua beleza em 1965, e mais do que apenas um rosto bonito, ela também tem uma presença em cena bastante firme, o que explica por que ela não só sobreviveu ao desprezo arrogante do público para a sua personagem, como também a levou a ganhar o Óscar de Melhor Actriz.
Os cínicos poderiam sugerir que a abordagem de Schlesinger, repleta de experiências da New Wave, é (ler)

sexta-feira, fevereiro 11

Davis, Bette Davis

(de um homem que sabe muito)



Vi há tempos, no canal 2 da RTP, um documentário sobre uma das grandes divas do cinema de Hollywood, Bette Davis.
Não sendo uma das minhas actrizes clássicas preferidas (eu é mais Greta Garbo, Marlene Dietrich, Maureen O’Hara, Joan Crawford ou Ingrid Bergman), fiquei deveras impressionado com o seu percurso artístico e de vida. Era conhecido o seu (ler)

Girl with Green Eyes (Girl with Green Eyes) 1964

(os filmes dele)


(...) Uma impressionante estreia do realizador Desmond Davis, com uma grande interpretação da jovem Rita Tushingham, a Jo de A Taste of Honey. Desmond Davis tinha trabalhado sempre próximo de Tony Richardson, como operador de câmera, e decidiu tentar a sua sorte na realização. Para seu primeiro trabalho, ele (ler)

quinta-feira, fevereiro 10

A carnalidade do toque

(de ficar sem fôlego)



Hereafter não é excelente, nem muito bom é com certeza, mas deixa no espectador mais que a maioria dos 'muito bons filmes' que por ai se anunciam. Eu sou o primeiro a admitir que, se o filme falha, isso acontece por causa de Eastwood, e se acerta, é em grande parte pelo guião de Peter Morgan.
Eastwood é um realizador singular, construtor de magistrais obra sobre o envelhecimento (usando o seu próprio envelhecimento como motor criativo); é também o realizador que se deixar levar pelos projectos e faz os filmes um-a-um, recusando uma posição demasiado autoral, apesar de não recusar a continuidade da sua obra. Se nuns filmes, essa individualidade dava (ler)

A Solidão do Corredor de Longa Distância (The Loneliness of the Long Distance Runner) 1962

(os filmes dele)



(...) Tony Richardson faz bastante uso do flashback, especialmente quando Colin está a correr sozinho na floresta. Richardson e Silltoe(o argumentista) simpatizam bastante com a personagem de Courtney, e não com o governador, cuja ânsia de ganhar a taça superou o senso comum. Courtenay, que era alguns anos mais velho do o que seu personagem adolescente, é (ler)

A Mesopotâmia, minha querida

(da senhora que me deu a ideia deste blog)

Aposto que a minha avó havia de gostar de Ana. Ela não se ia pôr à procura de significados ou semelhanças (as imagens de Josefa de Óbidos?); compreenderia tudo de uma só vez, o filme por inteiro, sem esforço, sem destruir nada, beneficiando dessa relação secreta que nasce das coisas afins. Compreenderia a fruta espalhada pela (ler)

"Cisne Negro": jogo de espelhos

(de um homem que sabe muito)



Não é por acaso que Darren Aronofsky intitulou o seu último filme "Cisne Negro" e não "Cisne Branco". É bom de ver que o que interessou ao realizador foi explorar (como já o fizera em filmes seus anteriormente) o lado mais obscuro e negro da mente humana. É essa estranha força negra que tudo absorve, que tudo destrói. Daí o fascínio pelo lado negro e desconhecido da realidade...
A frágil e doce bailarina Nina é (ler)

quarta-feira, fevereiro 9

A Taste of Honey (A Taste of Honey) 1961

(os filmes dele)



(...) O filme teve uma boa aceitação em Inglaterra, na altura em que foi exibido. Mais um dos angry young men, Tony Richardson, um dos criadores do Free Cinema, que não experimentava mais do que o que a plateia não conseguisse digerir. Richardson faria algo que Hitchcock tinha deixado como caminho pragmático da criação, obras que (ler)

terça-feira, fevereiro 8

Lembro-me desse mês de Janeiro em Tóquio, ou antes, lembro-me das imagens que filmei no mês de Janeiro em Tóquio

(de ficar sem fôlego)



"(...) Importa atender em termos: O que Chris Marker acba implicitamente por fazer a demonstração é que a objectividade é ainda mais falsa que dois pontos de vista partidários. (...) Geralmente é a imagem o elemento propriamente cinematográfico que constitui a matéria-prima de um filme. A orientação é dada pela escolha e a montagem, o texto acabando de organizar o sentido assim dado ao documento. Chris Marker procede de maneira diferente. Diria que a matéria prima é a inteligência, a sua expressão imediata a palavra, e que a imagem não reenvia à que precede ou à que se lhe segue, mas lateralmente de alguma maneira ao que é dito. (...) O elemento primordial é a beleza sonora e é dela que o espírito deve saltar para a imagem. A montagem faz-se da orelha ao olho". Uma concepção de "montagem vertical", portanto.
(...)
Memorizar o passado para (ler)

Sábado à Noite, Domingo de Manhã (Saturday Night and Sunday Morning) 1960

(os filmes dele)



(...) Apesar de Room at the Top ser considerado o início oficial da New Wave, seria com Saturday Night and Sunday Morning que se iria realmente sentir os efeitos desta vaga. Dirigido pelo veterano do "Free Cinema", Karel Reisz, e produzido por outro veterano, Tony Richardson, tinha todos os ingredientes para ser um filme controverso: um protagonista anti-social, comportamento (ler)

histoire(s) du cinéma #10

(da senhora que me deu a ideia deste blog)

Tu es face à une page, une page blanche, une plage blanche... mais il n’y a pas la mer et tu, peut-être, peux inventer les vagues, tu inventes une vague... C’est un murmure, c’est une vague... Tu as une idée que n’est que vague, mais c’est déjà un mouvement. Jean-Luc Godard, Scénario du film Passion

Conduzir a olhar para o lado

(de um homem que sabe muito)



"Vou ao cinema de vez em quando, às sextas-feiras. Gosto de observar na escuridão as caras dos outros espectadores. E de notar os (ler)

segunda-feira, fevereiro 7

Everyday Except Christmas (Everyday Except Christmas) 1957

(os filmes dele)



"Everyday Except Christmas" foi um dos filmes centrais do terceiro programa de Free Cinema no National Film Theatre, em maio de 1957. A crítica foi unânime em elogiar o filme que ganhou o prémio de Curtas e Documentários no festival de Veneza, e também foi nomeado para Melhor Filme nos British Awards. Ao mesmo tempo era a última colaboração directa de Anderson para este movimento, para voltar seis anos mais tarde com a sua primeira longa, "This Sporting Life", um filme já englobado na British New Wave.
O filme evoca o (ler)

James Dean - O Mito

(de um homem que sabe muito)



Um dos mais míticos actores de sempre, James Dean, faria 80 anos, hoje, se fosse vivo. Clássico intemporal, "A Leste do Paraíso" (1955) de Elia Kazan, é um daqueles filmes míticos que marcaram várias gerações.
Baseado no romance homónimo do escritor John Steinbeck, "A Leste do Paraíso" é o primeiro dos três grandes filmes (os outros são "Rebel Without a Pause" e "Giant") que formam o legado cinematográfico de James Dean, o malogrado actor precocemente desaparecido num trágico acidente de viação.
James Dean, com (ler)

domingo, fevereiro 6

O Código Hays da actualidade é o comércio

(de ficar sem fôlego)

Em 1972 o humorista George Carlin tornou publico as Seven Words You Can Never Say on Television, elas eram: shit, piss, fuck, cunt, cocksucker, motherfucker e tits; para além da polémica, o que se pretendia era dar a conhecer uma certa hipocrisia que reinava, uma vez que através do bom interesse da comunidade e do serviço público, castrava-se as possibilidades artísticas de muito cineastas. Mas em 72 o código Hays ou Motion Picture Production Code já havia ido ao ar (1968) depois de mais de 30 anos de funcionamento. O código proibia qualquer forma de cinema que apresentasse cenas de nudez, podia haver crimes, assassínios, tiroteios, mas um coxinha era impensável. O código vinha prevenir um certo cinema dos anos trinta, filmes de conteúdo sexual fortíssimo; a título de exemplo, repare-se as diferenças entre o Dr. Jekyll and Mr. Hyde de 1932 por Mamoulian e a versão de 1941 de Victor Fleming, uma feita antes da implementação do código e outra depois.
Hoje em dia, as Américas têm a MPAA uma espécie de (ler)

Numéro Zéro

(da senhora que me deu a ideia deste blog)

(...) Conta-nos Eustache que Odette Robert hesitou em ser filmada, em voltar a contar diante da câmara o que já lhe contara, argumentando que "não eram coisas bonitas". Não sentimos nunca em Odette Robert uma vontade de assumir poses de actriz, de dominar a conversa, buscar efeitos, agir de modo cabotino. Embora a ideia possa parecer paradoxal, devido (ler)

sábado, fevereiro 5

A Nova Vaga Britânica dos anos 60

(os filmes dele)

(...) Muita gente costuma ligar este movimento a uma outra vaga, que teve lugar em França, a "Nouvelle Vague". Na realidade, são poucos os pontos em comum, e por acaso, ambos se desenrolaram quase ao mesmo tempo, por isso dificilmente um inspiraria o outro.
Nos próximos dias vamos fazer uma viagem através deste movimento. Vão ser cerca de vinte obras, a maioria delas bastante raras, e também bastante interessantes. Vamos também, passar os olhos pelo chamado "free cinema", de que falei anteriormente.
Os primeiros filmes vão ser postados na segunda, já que amanhã é dia de descanso. Espero que gostem. (ler)

Turismo à conta dos filmes

(de um homem que sabe muito)



Para quem acumula o gosto pelo cinema e o prazer de viajar, nada melhor do que descobrir percursos de locais de rodagem de filmes. Há guias editados dos locais de filmagem do mundo inteiro, com especial destaque (ler)

Numéro Zéro - um documento

(da senhora que me deu a ideia deste blog)

Odette Robert fala, hesita, fuma um cigarro, beberica um pouco de uísque e gelo, ajeita a toalha.

A conversa de Odette Robert com o neto Jean Eustache. É assim que construimos a nossa própria história: um amontoado de problemas e sentimentos contraditórios; a falta de dinheiro; as infidelidades; a maldade ou bondade dos outros; as mudanças de casa, de terra; uma (ler)

sexta-feira, fevereiro 4

A Viagem de Felícia (Felicia's Journey) 1999

(os filmes dele)



(...) As primeiras imagens de O "A Viagem de Felícia" criam uma atmosfera encantadoramente estranha. Um estranhamento que passa pelos curiosos hábitos que o personagem de Bob Hoskins nos vai dispondo diante dos olhos. Diante da TV, acompanhando um programa culinário, o homem demonstra uma extrema meticulosidade em cada gesto e uma dedicação quase religiosa àqueles afazeres. Diante (ler)

Cine-eremita: um animal educado

(de ficar sem fôlego)



O ermitismo (suponho que seja o acto de ser ermita) é coisa cobiçada e de grande apreciação, basta lembrar o Black Narcissus para perceber que o velho ermita tem oferendas todos os dias, comida regular e apreço da população local. Tem só uma desvantagem: deixar-se ficar, imóvel, durante horas e dias em meditação contínua e sonolenta.
O bom cinéfilo, aquele que com elegância constrói as (ler)
(da senhora que me deu a ideia deste blog)



Março é mês de Godard. O meu pequeno contributo: projecção de História(s) do Cinema, de Jean-Luc Godard, França, 1998, 268'. Dia 5 de Março, às 14h30, no Teatro Lethes (Faro). Em resposta ao amável convite de Anabela Moutinho.

quinta-feira, fevereiro 3

Exótica (Exotica) 1994

(os filmes dele)



(...) Na sua engenhosa estratégia narrativa, interessa menos a história do que a maneira de descortiná-la, ou mesmo de chegar até ela. A teia reúne diversos personagens, mas as conexões entre eles vão se revelando aos poucos, em diálogos ambíguos e flashbacks que omitem informações na mesma medida em que as fornecem.
Foi o filme que finalmente catapultou Egoyan para o sucesso internacional. Pela primeira vez (ler)

quarta-feira, fevereiro 2

The Adjuster (The Adjuster) 1991

(os filmes dele)



The Adjuster traz uma reflexão sobre o que a vida de cada um tem de única, através da história da família de Noah. Noah é um corretor de seguros, que faz sexo com as suas clientes. A sua esposa, Hera, vê filmes pornográficos e encaminha a classificação indicativa deles para o governo. Ambos vivem com os filhos e o irmão preguiçoso e aproveitador de Hera, até que um dia, a suposta calmaria é rompida quando aparece Bubba, que deseja produzir um filme em casa deles.
Em 1991, três anos antes de chamar a atenção internacionalmente com Exótica, Atom Egoyan adicionou à sua já considerável reputação como um audaz aventureiro, este excelente filme. Como já tinha feito em filmes anteriores, como "Family Viewing", Egoyan descreve situações mundanas masgistralmente envolvendo pessoas aparentemente normais - neste caso (ler)

Huxley e Ridley Scott?

(de um homem que sabe muito)

Durante uns meses foi um mero rumor. Agora parece que é oficial: Ridley Scott, o realizador de um dos mais significativos filmes de ficção científica de sempre - "Blade Runner" (1982) com base no livro homónimo de Philip K. Dick, vai adaptar para cinema outro clássico da literatura futurista - "O Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley.
O cineasta revelou que foi Leonardo DiCaprio quem desafiou Scott (ler)

histoire(s) du cinéma #7

(da senhora que me deu a ideia deste blog)

Tudo está nessa ou naquela justaposição de situações visuais. Tudo está nos intervalos. Dziga Vertov, Conselho dos Três (trad. de Marcelle Pithon, in A experiência do Cinema, org. Ismail Xavier, Graal/Embrafilme.)

Vélasquez peignait les choses qui sont entre les choses et je m’aperçois (ler)